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	<title>CaduGarcia.com</title>
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		<title>Catacrese</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 16:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Ingênuo pensar que uma língua é capaz de comunicar todos os conceitos possíveis. Como o é pensar que nada sobra de desconhecido no mundo depois que tudo foi mapeado, ou que nada acontece sem lógica. Existe um mundo inteiro conceitual, em constante transformação, lentas ou não. Cada palavra é indicação de uma região no mapa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ingênuo pensar que uma língua é capaz de comunicar todos os conceitos possíveis. Como o é pensar que nada sobra de desconhecido no mundo depois que tudo foi mapeado, ou que nada acontece sem lógica.</p>
<p>Existe um mundo inteiro conceitual, em constante transformação, lentas ou não. Cada palavra é indicação de uma região no mapa deste mundo; uma metáfora, poesia ou figura de linguagem é uma aproximação do ponto almejado, como círculo sobre a região sem nome.</p>
<p>Mas uma língua é só um pedaço de terra, com suas muitas cidades e estradas, seus habitantes frívolos, suas leis contraditórias e seus arranhacéus paradoxais; o horizonte não cabe em um mapa.</p>
<p>Eu passei um tempo tentando encaixar o que sinto nos trilhos das palavras, mas sentimentos não se submetem, montanhas não desviam para que estradas passem. Por muita confusão passei.</p>
<p>Cheguei aqui e decidi não mais adaptar o que sinto a uma língua: adapto a língua a mim, e que ela cresça e fortifique-se, ou não pode sentir vislumbre de minha alma alienígena.</p>
<p>Não mais usarei a catacrese de falar de amor, se o que sinto não é o que chamam por este nome. Deixa-me mostrar além da superfície: o horizonte, o subsolo, e os ventos no céu que não podem aparecer em um mapa. Esqueça os nomes.</p>
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		<title>Tempo e eternidade</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 04:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Na visão comum, o tempo é linear: sucessão de passado, presente e futuro. E é tão comum, que soa absurdo pensá-lo de outra forma. Não conheço muitas outras: Existe a circular: o tempo é como é hoje, e caminha para ser de novo como foi ontem. O passado é o futuro, é como as coisas são, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na visão comum, o tempo é linear: sucessão de passado, presente e futuro. E é tão comum, que soa absurdo pensá-lo de outra forma.</p>
<p>Não conheço muitas outras:</p>
<p>Existe a circular: o tempo é como é hoje, e caminha para ser de novo como foi ontem. O passado é o futuro, é como as coisas são, o futuro é como é agora, é <em>o que há de ser</em>.</p>
<p>Também tem a ideia do tempo espiral: uma mistura do círculo e da linha: o passado fica atrás; existe um futuro, ele tem elementos do passado, segue um ciclo, mas é diferente, muda.</p>
<p>Existe também a ideia do tempo como a quarta dimensão: e, como se caminha para frente e para trás, como se sobe uma escada, se avança para o futuro, em velocidade constante, ou não (e eu questionaria como se pode dizer que o tempo tem mais velocidade se ela só é medida considerando o tempo como constante, mas é fora do tópico e se chega a uma conclusão sozinho, se pensar).</p>
<p>Não tento alinhar minha realidade com uma teoria engendrada por outros. Vivo minha vida como a sinto e assim só errei quando esperei isso dos outros. O tempo não existe. Passado, presente e futuro são o mesmo emaranhado, confuso e não construído &#8220;na ordem&#8221;. (Aquela sensação de reconhecer uma pessoa, muitas vezes penso-a ser a sensação do futuro desenhado antes do presente).</p>
<p>Como uma fórmula de matemática: a alma; em determinado tempo; com determinada companhia; em determinado lugar; e outros fatores, como memórias, datas, climas, humores: todos causando um resultado; uma situação e variação em suas variantes; levando a acúmulos, deficiências, nulidades; numa complexa fórmula, quase imprevisível.</p>
<p>Eu acho que é sobre isso que se constroem as presciências.</p>
<p>Acho que o passado pode voltar, com força; que pode ser recriado (e isso acontece na biologia: não é normal nascer uma criança com a mesma aparência física de um avô ou outro parente?).</p>
<p>Então, eu não acredito que o passado é lá, partido e esquecido, desimportante, imutável, perdido e deixado. Nem o futuro é inalcançável, apenas sonho e projeto, rascunho e irreal. Passado, presente e futuro acontecem juntos: agora eu nasço, eu morro, eu escrevo, eu durmo, eu como; agora eu sou a terra onde as cinzas do meu corpo descansam, eu sou o vento que as carrega, eu sou o útero de minha mãe; agora eu sou o alimento de meus pais.</p>
<p>Essa sensação é fora do tempo, não um &#8220;para sempre&#8221;: é eternidade.</p>
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		<title>Microconto</title>
		<link>http://br.cadugarcia.com/blog/microconto-764</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 18:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma mulher muito má devorou a criança e para sempre viveu. Carrega o bebê em seu estômago, cujo choro só é ouvido por pessoas próximas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher muito má devorou a criança e para sempre viveu. Carrega o bebê em seu estômago, cujo choro só é ouvido por pessoas próximas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ETs e o ASCII</title>
		<link>http://br.cadugarcia.com/blog/ets-e-o-ascii-756</link>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 21:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>

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		<description><![CDATA[O HypeScience noticiou esta semana que "Aliens deixa[ra]m um teste de raciocínio em um campo de trigo": era um daqueles círculos deixados em plantações; mas este, diferente, partido em doze partes e cheio de linhas, tinha um código que a ufóloga Lucy Pringle identificou como a identidade de Euler, considerada a mais bela de toda a Matemática.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://hypescience.com/aliens-deixam-um-teste-de-raciocinio-em-um-campo-de-trigo/" target="_blank">HypeScience</a> noticiou esta semana que &#8220;Aliens deixa[ra]m um teste de raciocínio em um campo de trigo&#8221;: era um daqueles círculos deixados em plantações; mas este, diferente, partido em doze partes e cheio de linhas, tinha um código que a ufóloga Lucy Pringle identificou como a <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade_de_Euler" target="_blank">identidade de Euler</a></em>, considerada a mais bela de toda a Matemática.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-757" href="http://br.cadugarcia.com/blog/ets-e-o-ascii-756/attachment/campodetrigo"><img class="alignnone size-full wp-image-757" title="campodetrigo" src="http://br.cadugarcia.com/wp-content/uploads/2010/05/campodetrigo.jpg" alt="" width="500" height="370" /></a></p>
<p>Leonhard Euler foi um matemático simpático que também brincou com Quadrados Mágicos. E sua <em>identidade </em>é a mais bonita porque tem os números <em>e</em> (análise),<em> i</em> (álgebra, unidade imaginária), <em>pi</em> (geometria), 1 (elemento neutro da multiplicação) e 0 (elemento neutro da adição); e as três operações básicas:  adição, multiplicação e exponenciação (O @C4pim me explicou isso). Por mim, só poderia ser mais bonita se tivesse o <em>phi</em> (o número de ouro).</p>
<p>Não satisfeito com a simples enunciação do <em>site</em>, pesquisei a <a href="http://logosmythos.net/wilton_windmill_crop_circle_may_2010.html" target="_blank">interpretação</a> e descobri que não representa <strong>nenhum </strong>padrão geométrico. Cada raio é marcado com oito linhas, fazendo um código binário em ASCII escreve:</p>
<blockquote><p>e^(hi)pi)1=0</p></blockquote>
<p>Ainda é a identidade errada! A correta é esta:</p>
<blockquote><p><img src="http://upload.wikimedia.org/math/9/e/9/9e9a547076c6820b95e439dd1a5d6a32.png" alt="e^{i \pi} + 1 = 0 \,\!" /></p></blockquote>
<p>A beleza do desenho e a ideia de representar uma fórmula numa forma de linguagem universal me animaram, ainda mais que os traços me lembraram o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ogham">Ogham</a>, sistema de escrita celta. Daí aparece que é um código ASCII? Acabou com toda a graça da coisa: não é padrão geométrico; e, certamente, ET nenhum se daria ao trabalho de fazer um símbolo para ser interpretado em linguagem de 8bit, numa linguagem recente, falha; e, pior, dizendo a fórmula de uma forma nossa, identificando os valores com as mesmas letras que nós lhe damos, fácil imaginar um alienígena chamando a razão perímetro-diâmetro por uma letra grega!</p>
<p>Não vem em questão se isso é realmente de visitantes extra-terrestes ou não.</p>
<p>Mas gostei do padrão geométrico, fiz um outro círculo, com a mesma ideia de código binário, representando a sequência de Fibonacci, que acaba levando ao número <em>phi</em>.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-758" href="http://br.cadugarcia.com/blog/ets-e-o-ascii-756/attachment/phi"><img class="alignnone size-full wp-image-758" title="phi" src="http://br.cadugarcia.com/wp-content/uploads/2010/05/phi.gif" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
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		<title>Cadu</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 18:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[cadu: s.m. (2007) indivíduo estranho e em constante mudança; que se identifica com ventos e esquilos; de amor pervertido e, às vezes, ofensivo; dotado de sadismo quase doentio. ¤ etim redução Carlos + Eduardo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>cadu:</strong> <em>s.m.</em> <em>(2007) </em>indivíduo estranho e em constante mudança; que se identifica com ventos e esquilos; de amor pervertido e, às vezes, ofensivo; dotado de sadismo quase doentio. ¤ etim redução Carlos + Eduardo</p>
]]></content:encoded>
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		<title>pecado é meu amor</title>
		<link>http://br.cadugarcia.com/blog/pecado-e-meu-amor-748</link>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 14:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[pecado é meu amor,
monstruoso, profano,
lástima, insano.
é ao puro, terror.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pecado é meu amor,<br />
monstruoso, profano,<br />
lástima, insano.<br />
é ao puro, terror.</p>
<p>carinho assassin&#8217;,<br />
forca em abraço,<br />
em noite sem fim<br />
sufoco devasso.</p>
<p>ei! amor chinfrim!<br />
por que tanta dor?<br />
não és meu vigor.</p>
<p>meu amor crasso,<br />
púrpura ímpar flor,<br />
saudade e langor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Minha tentativa de Haikai</title>
		<link>http://br.cadugarcia.com/blog/minha-tentativa-de-haikai-744</link>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 02:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A música toca.
Brilham estrelas no chão,
reflexos de luzes. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A música toca.<br />
Brilham estrelas no chão,<br />
reflexos de luzes.</p>
<p>O que é Haikai:</p>
<blockquote><p><strong>Haikai</strong> (em japonês:  <em><strong>Haiku</strong> ou <strong>Haicai</strong></em>) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco ou mais caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas), e sete ou mais caracteres na segunda linha (sete sílabas). Em japonês, haiku são tradicionalmente impressos em uma única linha vertical, enquanto haiku em Língua Portuguesa geralmente aparecem em três linhas, em paralelo.</p>
<p>O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.</p></blockquote>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Haikai" target="_blank">wikipedia</a></p>
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		<title>Povo do Desejo</title>
		<link>http://br.cadugarcia.com/blog/povo-do-desejo-733</link>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 15:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A tribo, a poesia, as estradas, no espelho, a tradição, refletida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A tribo agrupada<br />
por eras mui goza,<br />
se aflora em rosa<br />
muito perfumada.</p>
<p>A poesia e o urro,<br />
a dança e o sussurro,<br />
do coito em volta,<br />
sobre a terra nova.</p>
<p>Por muitas estradas,<br />
mui caminhada,<br />
viajou a semente<br />
que por fi&#8217;é nascente.</p>
<p>A glória passada<br />
no espelho visada<br />
em nova paixão<br />
ressurge com&#8217;antes.</p>
<p>Força à tradição<br />
que em terras distantes<br />
espirais e círculos<br />
em pedra inscreve.</p>
<p>Mares viajou,<br />
não foi-lhes vencida,<br />
a eles devorou,<br />
neles refletida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dinameme</title>
		<link>http://br.cadugarcia.com/blog/dinameme-731</link>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 14:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah! minha Dinamene! Assim deixaste
Quem não deixara nunca de querer-te!
Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,
Tão asinha esta vida desprezaste!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Ah! minha Dinamene! Assim deixaste<br />
Quem não deixara nunca de querer-te!<br />
Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,<br />
Tão asinha esta vida desprezaste!</p>
<p>Como já pera sempre te apartaste<br />
De quem tão longe estava de perder-te?<br />
Puderam estas ondas defender-te<br />
Que não visses quem tanto magoaste?</p>
<p>Nem falar-te somente a dura Morte<br />
Me deixou, que tão cedo o negro manto<br />
Em teus olhos deitado consentiste!</p>
<p>Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte!<br />
Que pena sentirei que valha tanto,<br />
Que inda tenha por pouco viver triste?</p>
<p><strong>Luís de Camões</strong></p></blockquote>
<p>Não tem história que me fascina mais que<a href="http://br.cadugarcia.com/blog/camoes-682" target="_self"> a morte de Dinameme</a>. Deixa para trás a guerra de Tróia, o amor de Psiquê e Eros, e até toda a série Duna. Passa História e fantasias.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Fechamento do dia</title>
		<link>http://br.cadugarcia.com/blog/fechamento-do-dia-728</link>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 02:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim de dia, momento de pensar. Leio? Vejo algum filme? Procuro uma música nova? Durmo? E vem também o pensamento: &#8221;o que eu fiz hoje?&#8221;. E a ele segue outro, terrível: &#8220;e pelos meus sonhos e projetos?&#8221; Este último, tenho certeza, já levou muita gente à loucura, talvez ao suicídio. A resposta é sempre insatisfatória. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fim de dia, momento de pensar. Leio? Vejo algum filme? Procuro uma música nova? Durmo? E vem também o pensamento: &#8221;o que eu fiz hoje?&#8221;. E a ele segue outro, terrível: &#8220;e pelos meus sonhos e projetos?&#8221;</p>
<p>Este último, tenho certeza, já levou muita gente à loucura, talvez ao suicídio. A resposta é sempre insatisfatória. E tem gente que resolve não se perguntar mais, que não pensa mais nisso, que &#8220;amadurece&#8221; e vai trabalhar, esquece a poesia da vida (e chamem isso de imaginação, espiritualidade, amor, infância ou esperança, são como tentáculos do mesmo polvo, da mesma ideia).</p>
<p>Mas cá pensei: &#8220;não fiz nada, ou não notei nada do que fiz? E se não fiz, por que não? Eu deveria pensar nisso antes de começar qualquer coisa durante o dia. Se vou trabalhar é para conquistar algo, e se vou pegar o ônibus lotado é para chegar onde escolhi ir. E se algo foge disso não seria o ponto de trocar?&#8221;</p>
<p>Também tem a questão, é mesmo o meu sonho ou gosto de imaginá-lo porque meu sonho mesmo é sempre querer algo que não tenho?</p>
]]></content:encoded>
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