Soneto “Por almas de amantes devorar”

Por almas de amantes devorar,
em meu coração se fez a negrura:
só o que sinto é colossal amargura,
pois seus desejos posso antecipar.

Meu peito, não mais firme, vai e procura
o vício e a langue fome suplantar:
rastreou teu pulsante bezoar,
do veneno amargo a última cura.

Meu coração velou-se de carmim,
sem saber se fora abendiçoado,
se fora cabalmente derrotado.

Implodiu e floresceu de novo em mim,
perfumou-se, qual zeloso jasmim:
o voraz deseja ser devorado.



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13
Dec
2010

Daniel E.

“Meu distúrbio, não diagnosticado pelos mais renomados especialistas, não aceito pelos filósofos e religiosos, torna insuportável a minha vida. Todos à minha volta temem a morte, eu temo o nascimento. Devo explicar a minha situação, porque não tenho amigos que saibam dela e pretendo terminar a minha vida de uma forma que me seja familiar [...]

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