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02
Oct
2010

Soneto “Por almas de amantes devorar”

Por almas de amantes devorar,
em meu coração se fez a negrura:
só o que sinto é colossal amargura,
pois seus desejos posso antecipar.

Meu peito, não mais firme, vai e procura
o vício e a langue fome suplantar:
rastreou teu pulsante bezoar,
do veneno amargo a última cura.

Meu coração velou-se de carmim,
sem saber se fora abendiçoado,
se fora cabalmente derrotado.

Implodiu e floresceu de novo em mim,
perfumou-se, qual zeloso jasmim:
o voraz deseja ser devorado.

Discussão

charles de montrigaud diz:

Great !!!

Clarissa Pires diz:

Lindo Cadu! gostei damáis!

Wagner diz:

Estou cada vez mais impressionado contigo. Eu ainda não sei contar direito as sílabas poéticas. Fazer algo desta magnitude seria pra mim os 12 trabalhos de Hércules! Abraços!

Daniel Principe diz:

Genial!!!

Thiago Machado diz:

Tu não sabes como ler esse tipo de soneto me deixa feliz e, ao mesmo tempo, esperaçoso por ler arte de verdade.

Pareceu-me uma mistura de Augusto dos Anjos e teu próprio caráter como escritor. Excelsa mesclagem!

Abraços!



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13
Dec
2010

Daniel E.

“Meu distúrbio, não diagnosticado pelos mais renomados especialistas, não aceito pelos filósofos e religiosos, torna insuportável a minha vida. Todos à minha volta temem a morte, eu temo o nascimento. Devo explicar a minha situação, porque não tenho amigos que saibam dela e pretendo terminar a minha vida de uma forma que me seja familiar [...]

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