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Reconstrução, mundos, heróis e vilões

Quando eu assistia InuYasha adorava ver o Naraku absorvendo os outros, se isolando em alguma caverna dentro daquele universo cheio de youkais e pessoas assustadas pra se “reordenar”, pra criar novos monstros com pedaços dele, se refazer.

Aquilo me encantava.

Porque eu acredito que somos assim.

Um momento de isolamento é sempre bom pra rever conceitos, reavaliar a influência que as pessoas têm sobre nós (até o quanto nos inspiramos nelas), recolocar sentimentos, prioridades, objetivos e até os medos.

Também acredito naquela história de que o corpo nunca fica doente sozinho, uma doença física atinge nossa disposição, nossa mente, nosso coração e nosso “espírito”, todos os nossos corpos. E vice-versa também.

E essa reorganização é vital, ter as coisas engasgadas, presas, acumuladas faz mal. É a mesma coisa que largar o quarto bagunçado e ir acumulando mais e mais até começar a mofar roupas que você nem lembra mais que tem, e ratos, baratas, insetos e outros tomam conta de tudo.

Naraku é o fundo do inferno, o mais profundo deles, em sânscrito. Eu acho que tanto o universo (ou a existência, porque já falam de multiverso, logo serão mais de um multiverso) como nós somos feitos de vários mundos. Todos nós temos o nosso fundo do inferno interior, temos nosso paraíso, nossa terra dos elfos, dos trolls, dos gigantes. E cada um desses mundos é um mundo, um mundo em todos os sentidos.

Daí eu acredito que somos só o que nos dispomos a ser.

Mas eu não desprezo os maus, os fracos, os corruptos. Eu escrevo e sei da importância deles pra uma boa história e sei que existe algo “humano” em qualquer monstro e eles morrem mais sozinhos do que qualquer herói.

Discussão

anonimo diz:

Legal cara estou gostando do seu blog seu texto é muito bom herois e vilões é formidavel.Até mais

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03
Aug
2010

Catacrese

Ingênuo pensar que uma língua é capaz de comunicar todos os conceitos possíveis. Como o é pensar que nada sobra de desconhecido no mundo depois que tudo foi mapeado, ou que nada acontece sem lógica. Existe um mundo inteiro conceitual, em constante transformação, lentas ou não. Cada palavra é indicação de uma região no mapa [...]

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