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Cigana

Ali parada com seu vestido esvoaçante, vermelho, velho e surrado, um pouco sujo, um decote grande, mostrando seus enormes seios (que são bom chamariz para os moços e os distrai enquanto ouvem sobre suas “visões” e têm os bolsos revistados), tem um lenço dourado preso à cintura e outro sobre os longos cabelos ondulados e castanhos. Seu sorriso é gostoso, não que seja feliz, mas é boa isca e engodo a sua arte do furto. Até aprendeu a ler expressões e sabe muito da alma humana, suas previsões são sempre agradáveis de se ouvirem. Mas não se orgulha disso, gosta mesmo é de esnobar sua capacidade de envolver tanto com suas palavras que algumas vezes ousa não roubar para receber pagamento. É uma predadora que seduz sua presa.

Discussão

vanessa bazani diz:

Uma permuta cigana nada peculiar, visto como se a ciganisse fosse um ato de caça, não me recordo com a devida clareza de coisas de ciganas, meu contato na infância se deu nas muitas ferias do litoral, onde havia danças, especiarias e crianças ciganas brincando livremente pela praça. Lembro-me que senti uma enorme vontade de fazer amizade com uma menina que deveria ser da minha idade, ela brincava de ler a mão dos amigos e das pessoas, senti tanta vontade de falar com ela, mas ainda assim não o fiz por sei lá que motivo. Ciganos com seus misterios milenares encantam os curiosos e por trás de uma mascara de gatunices talvez encontremos grandes feiticeiros da vida. Quem sabe!



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13
Dec
2010

Daniel E.

“Meu distúrbio, não diagnosticado pelos mais renomados especialistas, não aceito pelos filósofos e religiosos, torna insuportável a minha vida. Todos à minha volta temem a morte, eu temo o nascimento. Devo explicar a minha situação, porque não tenho amigos que saibam dela e pretendo terminar a minha vida de uma forma que me seja familiar […]

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